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O que é realmente a depressão?

É comum a confusão que muitos fazem entre a tristeza e a depressão. Outras acreditam que pode-se “contrair” a depressão por manter-se pessimista por um longo período. Por esta razão, resolvi escrever este texto procurando contribuir para trazer luz ao problema. Diferentemente de tudo isso, tristeza e depressão são diferentes. Tristeza é um sentimento comum na vida de qualquer pessoa e por mais estranho que pareça, ela é positiva, saudável e necessária para o equilíbrio de nossa vida psíquica e emocional. Nos sentimos tristes por uma frustração, algo que não aconteceu como gostaríamos ou esperávamos, por perder alguém: uma separação, desentendimento, a perda de um emprego, o carro que foi roubado. Quando fatos como estes ocorrem em nossas vidas, nos sentimos tristes e com razão, mas nestes casos passamos um tempo com este sentimento que vai se resolvendo dentro de nós e depois de um certo tempo que pode variar por vários fatores, voltamos ao nosso estado (normal) de equilíbrio psico-emocional. Ao contrário da depressão, a tristeza não persiste, ela se resolve, vai embora. Mesmo que depois que a tristeza passa, sentimos que ainda existe algo dentro de nós, que ela não foi totalmente embora, já estamos prontos para seguir em frente. Ocorre que realmente este sentimento é real - não somos mais como antes - a tristeza modificou algo dentro de nós e enquanto ela se resolvia dentro de nós, mudamos junto, já não somos mais a pessoa que éramos antes. De alguma forma, a tristeza nos trouxe transformação, aperfeiçoamento emocional e portanto evolução. Esse processo ocorre em cada um de nós, porém, quando nossa mente não consegue resolver a tristeza e ela persiste, podemos estar em um processo de depressão. A palavra depressão foi banalizada nas últimas décadas nas mídias em geral e isso trouxe uma confusão entre depressão e tristeza. A depressão é uma doença real e pode ser desencadeada a partir de um evento cotidiano como disse acima: uma separação, um desentendimento, uma perda de status social. Ou seja, ela pode surgir a partir da tristeza que não pode ser resolvida, mas neste caso, ela já existia antes e por isso a tristeza não foi superada. Muitas vezes, a pessoa tinha a tendência genética ou mesmo a própria doença que encontrava-se adormecida, controlada e foi então despertada. Para quem observa o indivíduo, pode confundir a depressão com tristeza, mas para o próprio deprimido o sentimento é diferente. A depressão é mais do que uma tristeza, é um estado de falta de energia, falta de ânimo e de entusiasmo para fazer as coisas que antes lhe eram agradáveis. Mais ainda do que isso, a depressão é um estado de desistência, por isso muitas pessoas chegam a ficar mais lentas, mostrando desânimo intenso e podendo chegar em casos graves a comportamentos suicidas.Assim, suprimir os pensamentos negativos e em seu lugar colocar outros positivos são ações benéficas e devem ser utilizadas como complemento ao tratamento e psicoterapia que não devem ser dispensados. Mudanças de hábitos cotidianos também são importantes e auxiliam no controle e contribuem no tratamento da depressão, porém são paliativos e complementares ao tratamento convencional. A depressão é uma doença crônica e séria e por isso não deve ser negligenciado o tratamento, sob o risco do indivíduo ter uma vida não tão colorida quanto tem direito, como todo ser humano no Universo. 

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