3 formas de apego





Muitos passam por momentos difíceis nos relacionamentos, falta de comunicação, evitação, insatisfação e incompreensão sobre a reação do outro. Rotulamos: “ele não gosta de mim”, “ela não está nem aí”, etc. Mas muitas vezes a dificuldade pode estar no autoconhecimento sobre o parceiro(a). Ninguém é igual a ninguém, todos nós somos únicos pois nos desenvolvemos a partir de nossa história que é única. Portanto cada um têm seu modo próprio de lidar com as dificuldades e revezes da vida e não temos a consciência de que nossas reações, em tais situações, podem afetar nosso par de forma negativa, reverando na relação.

Algumas pessoas não coseguem lidar com emoções intensas



sua estratégia é minimizá-las. È o tipo Evitativo. Ele não gosta de conversar “sobre a relação” , com a esposa, evita todo tipo de conversa sobre aspectos emocionais, não consegue dar atenção à sua esposa quando esta quer falar sobre seus sentimentos no cotidiano. Ele evita pois não sabe como lidar e por isso, nestas circunstâncias sente-se incomodado e irritado.

Já outras pessoas expressam seus sentimentos de forma livre e se deixa levar por eles.

As emoções a dominam e precisa expressar também em palavras



...falar sobre eles, discutir os problemas com o marido, falar sobre suas preocupações. Ela tem necessidade da interação com as outras pessoas, sobretudo com o marido, que se for do tipo evitativo, a relação corre sérios riscos. Ela é do tipo Ansioso.

Existe também o tipo Seguro. Caso o marido fosse deste tipo, ele provavelmente se colocaria disponível à ouvir a esposa e acolher sua necessidade. Por outro lado, se somente a esposa fosse do tipo Seguro, não sentiria tanto as evasivas do marido.

A esposa Ansiosa acredita que o marido Evitativo não esteja “nem ai com ela”, que ele é muito “desligado”, que está alheio à relação.

Já o marido Evitativo, acredita que sua esposa Ansiosa é “chata”, que exagera em falar tanto de sentimentos e acha que “não tem saco” para aguentar a esposa.

Nesta relação falta solidariedade entre o casal



...e para melhorar a relação, duas medidas precisam ser tomadas por ambos:

1. .Aprender a desenvolver sua capacidade de empatia;

2. Compreender a forma do outro “funcionar”, traz consciência e assim, entenderiam suas necessidades e dificuldades;

Desenvolvemos nossa forma de apego na pré-infancia, desde bebê e por isso, são características que não são fáceis de mudar, pois já fazem parte de nossa identidade.

Entretanto...

ambos gostariam de viver em sintonia com seu cônjuge



...mas desconhecem estes aspectos afetivos de forma de apego do outro e de si mesmo, por isso este e um conhecimento importante para qualquer pessoa, pois conhecendo-se e compreendendo como afetamos os outros a nosso redor nas várias relações e tambem como somos afetados pelos outros, facilita a manutenção de relações mais seguras e saudáveis, o que todo ser humano gostaria.




Por: Roberto Dantas Vieira - Psicólogo, psicanalista e Sociólogo com Especialização em Psicologia Hospitalar, Teoria Psicanalítica e Mestrado em Psicologia

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Commentários

Ivanilda

Estou precisando disso.

07 de maio 2018 - 0:00AMReply

João Batista Socorro

Tenho 5 anos de formado e ainda não consegui, não sei por onde começar. PReciso de ajuda.

Maio 01, 2018 - 7:40AMReply

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