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Precisamos Falas Sobre Depressão


A Depressão é uma doença complexa e se divide em váras categorias, cada qual com características e intensidade diferentes.

Assim sendo, uma pessoa com Depressão pode ser tanto aquela que não tem força para sair da cama, como também a que sofre internamente sem demonstrar aos demais com quem convive.

Reconhecida popularmente como “o mal do século”, o tema Depressão aparece massivamente em várias midias: tv, revistas, jornais, filmes, séries entrevistas, artigos e dicas ou fofocas, entrevistas com especialistas (ou não) sobre a depressão, informações em geral na internet. Um tema que, de tão presente em nossas vidas, atrai atenção e por isso a busca frenética por audiência nos inunda com informações muitas vezes inconsequentes. 

Tão presente, que todos nós nos sentimos capazes de falar sobre ela, então, se um amigo relata estar desanimado hoje, alguém já "diagnostica" logo: é Depressão! Ou quando sente alguma tristeza, algumas pessoas buscam logo se automedicar. 

A informação concedida pelos conteúdos da internet, além da midia em geral, acaba por banalizar a Depressão através de informações de baixa qualidade,
 algumas vezes equivocadas e outras até mesmo irresponsavelmente enganosas. 

Neste cenário, vemos pessoas cada vez mais se autodiagnosticando e se automedicando ou mesmo se rotulando ou aos seus próximos como pessoas que sofrem de algum transtorno mental. 
Não se dáo conta dos riscos dessa prática tanto no psiquismo da pessoa que é rotulada como no caso de automedicação que todos sabemos o perigo.

Dados de uma pesquisa realizada em 1996, apontam que no Brasil, a automedicação é praticada principalmente por mulheres entre 16 e 45 anos, sendo que 51% das escolhas de medicamentos se baseiam em recomendação de outras pessoas e 40% repetem prescrições anteriores. 

Somente um psicólogo ou psiquiatra podem avaliar um quadro de depressão e, se for o caso, indicar o melhor caminho para o tratamento. 

Por isso, nosso objetivo através deste artigo é esclarecer os leitores, acerca do problema, apresentando alguma informação que possa ajudar a reconhecer sinais de uma possível Depressão e compreender a importância de buscar apoio profissional para uma avaliação segura. 

Entre os vários tipos de Depressão, algumas pode ter sua causa em algum disturbio hormonal como por exemplo um hipotireoidismo, fatores hereditários. 

Alguns tipos podem ser causados pelo uso de algum medicamento ou substância licita ou não, ( neste caso a depressão seria mais um sintoma que uma Doença ). 

Pode também ser do tipo Endógena, quando tem sua causa em alterações bioquímicas do corpo, sendo nestes casos indicado o tratamento com medicação através de um psiquiatra. 

Existe também a Depressão do tipo Endógena, por causas psiquicas profundas, como bloqueios, traumas e falhas no funcionamento psíquico.

Nestes casos sua causa sendo de fundo incosciente, deve ser tratada através de psicoterapia profunda, de longa duração, como por exemplo a Psicanálise. 

Existem ainda as do tipo Exógena, que tem como causa eventos da vida do indivíduo e a forma como este lida/reage em tais situações. 
Neste tipo, ela pode surgir a partir de eventos da vida como luto, divórcio, perdas de emprego e outras situações estressantes e difíceis. 
Por isso, quando uma pessoa mostra sinais e sintomas que podem indicar uma depressão é preciso observar se ela está passando por momentos de transição em sua vida como desemprego, separação, perdas, luto, ou se não existe motivo aparente. Estes casos o mais indicado é a psicoterapia. 

Essa observação será útil tanto na decisão sobre qual profissional buscar num primeiro momento, como na própria avaliação do profissional para indicar a terapeutica adequada: psicoterapia e/ou medicação. É importante salientar que um indivíduo pode manifestar a Depressão de vários tipos ao mesmo tempo: exógena e endógena combinadas. 

Não podemos também julgar uma pessoa por não conseguir lidar com situações da vida.
Todos nós passamos por problemas difíceis, momentos de transição, perdas, porém cada indivíduo tem seus recursos internos próprios e isso vai determinar como ele consegue lidar com momentos importantes da vida. 


Algumas têm maior dificuldade que outras e acabam por viver um sofrimento tão grande que se isolam e acabam por entrar em um quadro depressivo. 

A Depressão é, na maioria das vezes, relatada na mídia como tristeza mas ela não é exatamente isso. 


Pacientes que vivenciam a Depressão, relatam mais uma falta de energia e de perspectiva de vida, falta de ânimo e vontade para fazer as coisas que normalmente lhe dava prazer, relatam o mundo como tendo perdido o colorido, vêem tudo cinza e o resultado final é um sentimento parecido com tristeza. 


Para as pessoa à sua volta, é que o comportamento do indivíduo que sofre de Depressão sugere uma tristeza. 


Existem, também, pessoas mais sensíveis aos fatos da vida, que mesmo não estando em um quadro Depressivo, mostram uma ansiedade tão grande que leva a uma falta de energia e consequente desânimo e tristeza em lidar por exemplo com dificuldades financeiras. Estes casos, nem sempre é uma Depressão e é possível tomar algumas medidas para evitar, prevenir ou pelo menos amenizar a intensidade deste sofrimento, através de hábitos simples como alimentação, atividade física, suporte afetivo familiar entre outros. 


por Roberto Dantas - Psicólogo CRP 06/148123

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